Livro Primeiro de Arquitectura Naval (c. 1600)

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(10 intermediate revisions by one user not shown)
Line 33: Line 33:
 
|Quilha
 
|Quilha
 
|1 unidade = Q
 
|1 unidade = Q
deve ter secção rectangular, um pouco maior que o liame
+
 
de sobro, se possível um pau inteiro
+
nau de 4 cobertas Q = 17 ½ rumos (105 palmos de goa)
|:89-90
+
 
 +
um palmo de largo e tudo o mais de palmo que puderem ter de alto, para o alefriz
 +
 
 +
de sobro, mesmo que haja um pau inteiro p/ quilha e couces, deve-se fazer com paus menores, ligados com escarvas lavadas verticais
 +
pregadas com pregos anielados
 +
|c
 
|-
 
|-
 
|Boca
 
|Boca
|suponho que seja a boca pela face exterior das balizas
+
|boca máxima a meia altura da 3ª coberta
1/3 até ½ Q , i.e. 1/3 x [Q + (Roda = Q/3)] ou seja 1/3 x 1.33 Q = 0.44 Q
+
 
|:86, 113
+
1/3 do comp. de eslora à eslora (Esloria) Þ 162/3 = 54 pg
 +
 
 +
Esloria = Q + Roda + Cadaste + lançamento da 1ª abóbada (1/3 do Gio, q. é ½ da Largura)
 +
 
 +
= 105 + 35 + 12 + (1/3 x 27) = 162 [no livro 105 + 35 + 12 = 153!]
 +
|:36
 
|-
 
|-
 
|Pontal
 
|Pontal
 
|suponho que seja o pontal da face superior da quilha à face superior do convés
 
|suponho que seja o pontal da face superior da quilha à face superior do convés
1/3 Q = 0.33 Q (sempre um pouco menos que a largura)
+
 
|:86, 113
+
é calculado somando as alturas do porão e cobertas com as grossuras das madeiras
 +
 
 +
Porão = 2Q/15 = 14 pg; Cobertas = Q/15 = 7 pg; Caverna = 1pg; Madeiras = 2/3 pg
 +
 
 +
1 + 14 + 2/3 + 7 + 2/3 + 7 + 2/3 + 7 + 2/3 = 37 2/3 pg
 +
 
 +
no Livro só se desenha até à Boca máx., i.e., 34 ½ pg
 +
|:36 e 37
 
|-
 
|-
 
|Roda
 
|Roda
|da mesma madeira que a quilha e da mesma secção
+
|da mesma madeira e secção que a quilha (sobro)
  
¼ de círculo c/ R=Q/3 + altura p/ escovém (na vertical)
+
lança 1/3 de Q = 52 ½ pg
|:90
+
 
 +
levanta ½ de Q = 35 pg (mais o capelo: 35 + 8 ¾ = 43 ¾ pg)
 +
 
 +
é uma arco de círculo ñ tangente à quilha
 +
 
 +
tem um capelo de altura 1/6 x Q/2 = 8 ¾ pg
 +
 
 +
também é um arco de círculo ñ tg. à Roda
 +
|:26  :35
 
|-
 
|-
 
|Cadaste
 
|Cadaste
|<u>lançamento:</u>
+
|da mesma madeira que a quilha (sobro)
  
a) 1/7 do arc. c/ R=Q/3, ou 0.224 R, ou 0.075 Q
+
levanta 2/5 Q = 42 pg
  
b) 1/4.5 = 0.222 R, ou 0.074 Q
+
lança 2/7 da sua altura, i.e., 2/7 x 42 = 12 pg
  
c) 1/4 = 0.250 R, ou 0.083 Q
+
da largura da Quilha, se fôr de de vários paus, escarvas horizontais
  
da mesma madeira que a quilha e da mesma secção
+
o alefriz muda para for a no painel de popa
|:91-92
+
|:26:35  :38 e 46
 
|-
 
|-
|Painel da Popa
+
|Painel de popa
|não é referido
+
|Gio: ½ da largura máx. Þ 54/2 = 27 pg
|
+
 
 +
Delgado da popa: ½ do lançamento da Roda Þ 52 ½ / 2 = 17 ½ pg
 +
 
 +
Revesados: 2 arc.círc. inscrevendo quadrados de lado = ½ (Cadaste - Delgado) = 12 ¼ pg
 +
secções do Cadaste e Revesados: 1 pg de altura e o mais q. puderem de largura
 +
 
 +
Revesados ligados por escarvas horizontais
 +
entre os Revesados e o Cadaste põem-se as Porcas, de 1 pg de altura, com orelhas p/ pregar nos Revesados e um encaixe para pregar no cadaste (podem ser de vários paus, c/ esc. vert.)
 +
 
 +
na base do Painel ficam 2 ou 3 Porcas maciças, formando o Porquete
 +
 
 +
sobre o gio arma-se uma grade de 7 pg de altura, 27 de base e 25 de topo:
 +
 
 +
a) a base é o Gio
 +
 
 +
b) a meia altura tem a Barra, de pinho manso, de secção U c/ 1pv de lado, curva, assentando nos lados da grade a 3 pg de altura e
 +
 
 +
com 4 pg de altura a maio vão
 +
   
 +
c) entre o Gio e a Barra põem-se 8 Barrotes verticais, c/ a secção da Barra
 +
 
 +
d) o vão entre os dois Barrotes do meio chama-se Almeida
 +
 
 +
|:38
 +
:41
 +
:47 a 49
 
|-
 
|-
 
|Gio
 
|Gio
|da mesma madeira que a quilha e mais grosso que o cadaste
+
|de três paus:
  
½ da largura máx.
+
a) 1de secção U de 1 pg de lado, alargada na zona de ligação c/ o cadaste
|:92
+
 
 +
b) 2 curvas nas pontas, fazendo os lados da grade, com escarvas dentadas verticais para o gio e escarvas lavadas horizontais para os
 +
 
 +
paus da grade
 +
 
 +
perfeitamente horizontal
 +
 
 +
a face exterior à face com o alefriz do cadaste
 +
|:47
 +
 
 +
:47 e 49
 
|-
 
|-
|Coral da roda
+
|Couce da Popa
|grossa e forte, da mesma maneira & madeira que a quilha
+
|de um pau escolhido com cuidado
|:93
+
 
 +
mesma largura da Quilha
 +
 
 +
ligado ao cadaste com uma escarva horizontal
 +
 
 +
Patilha 2 ou 3 pg a contar do canto dos alefrizes da Quilha e do Cadaste
 +
|:40 e 44
 +
 
 +
:44
 +
|-
 +
|Couce da Proa
 +
|de um pau inteiriço
 +
 
 +
com a mesma largura que a Quilha (mais alto- fig. 12)
 +
 
 +
ligado à roda com uma escarva vertical
 +
|:41
 +
:46
 
|-
 
|-
 
|Coral do cadaste
 
|Coral do cadaste
|grossa e forte, da mesma maneira & madeira que a quilha
+
|secção trapezóidal, a base da largura da quilha, o topo um pouco mais, a altura 1 ½ pg
|:93
+
 
 +
desde a Chumaceira do Cadaste até ao 1º Enchimento Cerrado
 +
 
 +
Picas emmechadas e pregadas
 +
|:59
 +
|-
 +
|Coral da Roda
 +
|secção trapezóidal, a base da largura da quilha, o topo um pouco mais, a altura1 ½ pg
 +
 
 +
metade do Delgado da Proa (espaço da Almogama à Roda) e toda a Roda
 +
 
 +
as escarvas desencontradas das da Quilha e Roda, mesmo se tiver de começar antes do meio do comp. do Delgado
 +
|:59
 
|-
 
|-
 
|Sobrequilha
 
|Sobrequilha
|por cima das cavernas, também para as ligar, para que não se despreguem da quilha.
+
|não é referida
grossa e forte, da mesma maneira & madeira que a quilha
+
|
|:93
+
 
|-
 
|-
 
|Fundo
 
|Fundo
|tem tantas cvs de cada lado como rumos tem a quilha toda
+
|tem 5 cvs de cada lado da cv mestra (Lavanha chama-lhes Cavernas de Conta)
é o espaço entre as almogamas
+
 
|c
+
(para Oliveira é o espaço entre as almogamas)
 +
|:50
 
|-
 
|-
 
|Cavernas mestras
 
|Cavernas mestras
|<u>posição:</u>
+
|posição:
  
a) navios pequenos, a meio da quilha;
 
  
b) navios grandes, até 1/8 da quilha p/ vante
+
a) no terço da Quilha, contado do Couce da Proa
  
<u>comentários:</u>
+
comentários:
  
a) quanto maior é o delgado, melhor governa o navio;
+
a) o fundo recto c/ pé (o termo 'pé' na p. 62)
  
b) as que estão no plão são as mestras e não alevantam nem dobram;
+
b) os braços e aposturas circ. c/ centros \, ñ tg
  
<u>número:</u>
+
número: 1
  
a) até 15 rumos: 1
+
secção: U c/ 1 palmo de goa de lado
  
b) 15 a 18 rumos: 2
+
traçado:
  
c) 18 rumos ou mais: 3
+
a) largura máx: a meia altura na 3ª coberta, 54 pg
  
<u>secção U c/ 1 palmo de goa de lado:</u>
+
b) base: 2/5 x da largura máxima
  
a) nos navios de100 a 300 tonéis basta um palmo comum
+
c) Braço: arc. círc. até à 2ª coberta, cuja largura é 52 pg
  
b) nos navios de 60 a 100, um palmo comum menos 1 polegada ou 2 dedos
+
d) 1ª e 2 ª Aposturas: arc. círc. \ do Braço, ñ tg.
  
<u>traçado:</u>
+
e) Côvados: pontos de intersecção da linha da face superior da base da cv c/ a linha da face inferior dos Braços; a intersecção é
  
a) Base: horizontal, c/ largura de 1/3 a ½ da Boca
+
arredondada numa extensão de 4 pg p/ cada lado
  
b) Braços: circulares c/ centro num eixo long. horizontal, a 1/3 abaixo da altura do convés, subindo até ¼ abaixo da altura do convés
+
f) : 2.5 dedos de vara
  
c) Hastes: rectilíneas (últimos 25% da altura, até ao convés), ligando o arco de circulo ao topo do convés
+
entremichas: de cada lado da Quilha, c/ a mesma secção, ligadas a ela
|:94, 116
+
|:36 a 38
:105-107
+
:56
 +
:50
 +
 
 +
:50
 +
 
 +
:57
 
|-
 
|-
 
|Almogamas
 
|Almogamas
 
|são as cv dos topos do fundo
 
|são as cv dos topos do fundo
|:95
+
|:50
 
|-
 
|-
 
|Par
 
|Par
a medida de 1 cv + 1 vão
+
|não é referido
|
+
 
 +
1Cv = 1 vão = 1 Enchimento = 1 Picas
 +
|:59
 
|-
 
|-
 
|Compartida, alturas
 
|Compartida, alturas
|é o valor da subida total dos graminhos
+
|é o valor da subida total dos graminhos (Lavanha não usa o termo): 5 dedos de vara
os graminhos de popa e proa são diferentes: o da popa sobe mais
+
  
a) popa: sobe 1/12 do comprimento, i.e. 1.5 pares p/ 18 cv
+
os graminhos de popa e proa são iguais
 
+
|:50
b) proa: sobe 1/12 - ½ ou 1/3, ou seja, sobe ± 1 par p/ 18 cv
+
:53
|:96
+
 
|-
 
|-
 
|Graminhos, alturas
 
|Graminhos, alturas
|calculam-se segundo um de três métodos:
+
|pelo método da "besta" Þ sen 90º / 5 x Compartida;
 +
a cv mestra não é numerada
 +
|:51
 +
:53
 +
|-
 +
|Delgado da popa
 +
|dist. da almogama de popa à base do cadaste
 +
 
 +
altura: ½ do lançamento da Roda Þ 52 ½ / 2 = 17 ½ pg
 +
leva:
 +
 
 +
a) no 1º terço - Enchimentos Abertos
 +
 
 +
b) no 2º terço - Enchimentos Cerrados na 1ª metade e Picas na 2ª
  
1.º - "besta", que corresponde ao sen 90º / n.º rumos da quilha x compartida;
+
c) no 3º terço - Picas
  
2.º - "rabo de espada", é um método gráfico de tentativa e erro
+
Regel: parte que leva picas: 2/3 x 2/3 Þ últimos 4/9 do Delgado da popa
  
3.º - "brusca" , só para navios pequenos, é uma série linear: 1, 2, 3, .
+
entre as Picas amaciça-se com outros paus
  
as cv mestras não têm número
+
no cadaste as Picas são inclinadas (?)
|:95-100
+
|:38
 +
:58
 +
:59
 +
:59
 
|-
 
|-
|Regel
+
|Delgado da proa
|linha recta entre a cabeça do graminho (na almogama de popa) e 1/3 ou ½ da altura do cadaste
+
|dist. da almogama de proa à roda
é o delgado da popa
+
|:100
+
|-
+
|Enchimento da proa
+
|arco entre a cabeça do graminho, i. e., a face superior (na almogama de proa) e 1/3 do comprimento da roda
+
deve ser pouco expressivo
+
|:100
+
|-
+
|Compartida, fundo
+
|recolhem o mesmo à proa e à popa, i. e., as compartidas são iguais
+
desenha-se da mesma forma que o das alturas
+
  
a) no plão o fundo deve ter de 1/3 a 1/2 da boca
+
altura: metade do Delgado da popa, i.e., ¼ do lançamento da Roda Þ 52 ½ / 4 = 8 ¾ pg
  
b) até às almogamas deve recolher 1/3 nos navios grandes (um pouco mais nos pequenos)
+
leva:
|:101
+
   
 +
a) nos 1os 2 terços - Enchimentos Abertos
 +
 
 +
b) no 3º terço - Enchimentos Cerrados
 +
|:58
 +
|-
 +
|Compartida, fundo
 +
|é o mesmo que o das alturas (as Compartidas são iguais)
 +
|:53-54
 
|-
 
|-
 
|Graminhos, fundo
 
|Graminhos, fundo
|por  um dos três métodos
+
|é o mesmo que o das alturas (as Compartidas são iguais)
|:101
+
|:53-54
 
|-
 
|-
 
|Espalhamento
 
|Espalhamento
|não é referido
+
|só nas 5 cavernas da proa
|
+
|-
+
|Graminhos, convés
+
|desenha-se da mesma forma que o das alturas
+
recolhe ± 1/8 da maior largura, metade de cada lado (estib. e bomb.)
+
entre almogamas a compartida é o dobro da do levantamento, i.e., o convés recolhe de cada lado o mesmo que a caverna levanta
+
|:113
+
|-
+
|Graminhos, Proa
+
|desenha-se da mesma forma que o das alturas
+
recolhe os 7/8 que faltam
+
"alguns mestres costumam fazer a esmo segundo as suas estimativas, encostando o liame sobre as armaduras"
+
na proa as hastes são em baixo e os braços em cima
+
as primeiras cavernas da proa, logo a seguir à almogama, devem ter chão
+
contudo, a partir do 2.º par, devem começar a fazer um ângulo agudo com o eixo da quilha
+
serrando os cantos contra o enchimento as cvs da proa deverão ter os pés maciços até à roda
+
no primeiro terço de altura as cvs devem ser pouco arqueadas
+
|:109, 111, 113
+
|-
+
|Popa
+
|da almogama para a popa recolherá o convés 3/8 da largura máxima, metade de cada lado
+
ficando o gio com ½  de toda a largura
+
na popa os braços são em baixo e as hastes em cima
+
as cvs devem fazer uma transição suave até aos Revesados
+
|
+
|-
+
|Latas
+
(ou Vaus)
+
|podem ligar todos os braços
+
basta de 2 em 2 braços, sendo que de 3 em 3 vaus, se põe um mais forte
+
|:113
+
|-
+
|Cobertas
+
|pé-direito mínimo = 7 palmos de goa
+
  
a) 36 a 42 palmos de altura total, 3 cobertas: 15p + 8 a 9p + 8 a 9p + mareagem
+
Lavanha ainda não usa este nome e diz que (marcando o graminho no braço) não é preciso Saltarelha
  
b) 36 p, 3 cobertas: 14p + 7p + 7p
+
é o mesmo graminho
  
c) 30 a 36p, 3 cobertas: 13p + 6p + 6p
+
marca-se a partir da linha do côvado para cima
 +
|:54
 +
|-
 +
|Marcas
 +
|nas cavernas:
  
d) até 30p, 2 cobertas
+
a) eixo
  
e) até 24p, 2 cobertas
+
b) astilhas
  
f) até 15p, 2 abertos (estroncados) - quando muito c/ ½ coberta à popa
+
c) côvados
  
as cobertas não devem passar de 3
+
d) números
|:114
+
|:52
 +
:53
 
|-
 
|-
|Grade (ou Ponte)
+
|Escarvas (rabo de minhoto)
|os navios grandes armam sobre o convés uma grade sem tábuas, quase igual a uma alcáçova
+
|Lavanha usa a expressão
sobre esta grade se lança uma rede de corda (ou coros de vaca crus, nos navios de guerra, como protecção contra fogo lançado pelo inimigo)
+
 
não deve ser mais alta que o bordo da mareagem
+
as Cavernas, Braços e 1as Aposturas ligam-se no chão com umas emmoçaduras
|:115
+
|:47
 +
:55
 
|-
 
|-
|Pregadura
+
|Dentes
|deve ser tão longa que atravesse quase toda a madeira, e em algumas partes passe além
+
|Lavanha o termo
|:117
+
 
 +
nas Cavernas, Braços e Aposturas deixam-se dentes ao nivel das cobertas
 +
|:40-41
 +
:55
 
|-
 
|-
|Costado
+
|Proa e Popa
|os que hão-de servir na guerra ou fazer viagens grandes devem ter tabuado grosso:
+
|método gráfico:
  
a) se fôr pinho ou cedro ou lerez, 4 dedos ou mais
+
a) desenha-se a 1ª Armadoura em perfil ® cinta de pau c/ ½ pg de lado e 4 dedos de grosso, desde o Delgado da Popa até ao da Proa, passando por todos os côvados, ficando os traços dos côvados pela face de cima da Armadoura
 +
     
 +
b) desenham-se as 1as Armadoras em planta com pontos notáveis ® Cv mestra; Almogamas; início do Couce de Proa 2/3 da largura das Almogamas; início dos Enchimentos Cerrados da Popa 2/4 da largura das Almogamas; no início das Picas 0; entre o início das Picas e o Cadaste uma linha recta
  
b) se fôr angelim ou outra madeira rija, mais de 3 dedos
+
c) desenha-se a 2ª Armadoura de perfil, passando abaixo dos dentes dos braços das Cavernas de Conta 2 pg e paralela à 1ª
  
nos navios de cerca de 300 tonéis, deve ter um pouco menos
+
d) desenha-se a planta da 2ª Armadoura, que é a planta da 1ª Coberta
nos de menos de 200 t, mais de 2 dedos
+
|:57-63
|:117, 118
+
 
|-
 
|-
|Sobrecostado
+
|
|nas naus da Índia já se usa um costado duplo, sobre a galagala
+
|
tb deve ser pregado e breado e, se não fôr calafetado, q seja bem junto e cerrado
+
|
|:117, 118
+
 
|-
 
|-
|Cintas
+
|
|devem ter pelo menos mais 2 dedos que as tábuas e secção mais quadrada que rectangular
+
|'''Graminhos p/ 15 Cavernas'''
ficam portanto salientes e correm ao longo do casco
+
|
a 1.ª põe-se ligeiramente abaixo da 1.ª coberta, ou ao nível do dormente desta
+
as restantes, quantas couberem, até ao convés, de 3 em 3 palmos
+
|:118
+
 
|-
 
|-
|Escoas e Dragas
+
|Fundo
|no costado do porão não se costumam pôr cintas por for a, mas lançam-se por dentro tábuas grossas, as escoas e dragas
+
|tem 15 cvs de cada lado da cv mestra (Lavanha chama-lhes Cavernas de Conta)
|:118
+
|-
+
|Calafetagem
+
|"estoparão uma vez, e duas, e quantas fôr necessário até as fendas não poderem mais levar, entupindo-as à força de maço, com estopa limpa e não podre"
+
  
"também atentarão com exscopro as tábuas, se são podres ou eivadas: e farão tirar as ruins e pôr em seu lugar outras boas"
+
(para Oliveira é o espaço entre as almogamas)
 
+
|:61
"até nos buracos dos pregos cumpre que atentem, se ficam todos tapados com seus pregos"
+
depois chamusca-se a superfície, para o breu agarrar nas tábuas lisas
+
dá-se uma demão com breu "como quando aciam as paredes das casas
+
volta-se a verificar as estopas com maço e escopro, a ver se o chamusco não queimou a estopa
+
dá-se 2.ª demão com breu
+
sobre o breu pregam-se então chapas de chumbo (nos navios que fazem viagens longas)
+
 
+
"em algumas não bream mais que as fendas sobre as estopas" quando a madeira não se corrompe, como o angelim (ou quando têm pouco breu)
+
nos navios a remos dá-se sebo
+
|:119
+
|-
+
|Obras mortas
+
|sobre a mareação edificam-se os castelos
+
|:120
+
|-
+
|Castelo da popa
+
|o castelo da popa (nos navios de carrega) tem dois sobrados: o 1.º chama-se tolda (7 ou 8 palmos) e o 2.º alcáçova (1/2 da tolda)
+
os sobrados têm borda de madeira (sejam grades, paveses ou tábuas) com uma goa de altura, para resguardo
+
a tolda pode entrar do gio p/ dentro ½ do convés, lançando para a ré 1/5 da tolda
+
tem a largura do convés
+
nos navios latinos não se lança tanto o c.popa p/ caber o carro
+
|:120
+
|-
+
|Castelo da proa
+
|o vão debaixo dele chama-se habita
+
avança para dentro ½ da altura do convés
+
tem em altura 1/3 da altura do convés
+
para for a da roda pode-se lançar alguma coisa, ao critério do mestre, acabando em ângulo agudo, por forma a ficar triangular
+
nos navios latinos não costuma haver c.proa para se poder mudar a vela (passar o "caro")
+
a menos q este caiba, como nas galeassas e outros navios longos
+
|:120, 121
+
 
|-
 
|-
|Governalho
+
|Caverna mestra
|os navios devem ter o tampão (?) largo, o regel alto e o delgado longo
+
|posição:
"em algumas partes o fazem dobradiço de 2 peças encaixadas à maneira dos ossos do cotovelo, (.) e das peças uma chamam cana, que é a que está pegada com o leme e a outra em que anda a mão do marinheiro, se chama pinção"
+
  
"porém mais certo é o inteiriço porque afirma o movimento da mão e faz ir o governalho seguro para onde o mandam"
+
a) não definida
há dois tipos:
+
  
'''a)''' leme de pá: é como um remo, o seu ligar é na ilharga
+
comentários:
  
 +
a) o fundo recto c/ pé
  
'''b1)''' leme de roda, com cadaste direito (q são todos os de caravela para cima):
+
número: 3
  
preso com macho/fêmeas; de toda a altura do cadaste
+
secção: não definida
  
em baixo a largura deve ser tanta como o lançamento do cadaste
+
traçado: não definido, excepto o Pé = 1 polegada (não especificada)
  
em cima dece ter ½  dessa largura
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entremichas: de cada lado da Quilha, c/ a mesma secção, ligadas a ela
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|Almogamas
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|são as cv dos topos do fundo
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|Compartida, alturas
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|é o valor da subida total dos graminhos (Lavanha não usa o termo):
  
deve ser feito de várias peças pregadas e vale mais estar sobredimensionado
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a) para a  Popa = 3 ½ pg
  
todos os machos no leme e todas as fêmeas no cadaste
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b) para a Proa = a pv
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|Graminhos,
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alturas
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|não especifica o método, diz só que a Compartida é repartida com diminuição
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|Compartida, fundo
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|as Compartidas são iguais p/ a Proa e para a Popa = 2/5 x ½ do fundo da Cvmestra
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|Graminhos, fundo
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|diz só que a Compartida é repartida com diminuição
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|Espalhamento
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|abrem os braços da 6ª caverna a vante e à ré
  
devem ser feitos entalhes ("encarnas") no leme (no cadaste enfraqueciam a estrutura)
+
1/6 da caverna (não especifica se a 6ª ou a mestra)
  
os braços dos machos devem abraçar todo o leme
+
Saltarelha (régua) com 9 pontos, calculados com diminuição
 
+
|:62
devem-se travar os machos com cavilhas rebitadas, sob as fêmeas
+
 
+
na base do cadaste deve ser lançada uma unha com 1 palmo, chamada polegar, que guarda o leme dos empecilhos
+
 
+
abase do leme pode ser arredondada
+
 
+
 
+
'''b2)''' leme de roda, com popa curva:
+
 
+
todos os machos no cadaste e fêmeas no leme
+
 
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o mais baixo dos machos deve ser ³ ½ da altura do leme
+
|:126-129
+
|-
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|Obs.
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|nos navios de guerra o liame deve ser mais poderoso que nos de carrega
+
|:116
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|}
 
|}
 
  
 
== References ==
 
== References ==

Latest revision as of 20:14, 18 January 2011


Contents

Background

The Livro Primeiro de Arquitectura Naval has been dated between 1608 and 1615, and is generally considered to have been written around 1600 by João Baptista Lavanha, the Chief Engineer and Chief Cosmographer of the kingdom of Portugal at that time.


João Baptista Lavanha

Lavanha was born in Lisbon around 1550, son of a court officer, and he enjoyed a successful career in spite of his Jewish origins.

He served as Master of Mathematics for four kings - Sebastian (1568-1578), Philip I (1581-1598), Philip II (1598-1621) and Philip III (1621-1640).

In 1586 he was appointed Engineer of Portugal and in 1591 Chief Cosmographer. In 1601 he visited Flanders. In 1607 and 1613 he sat on the commissions in charge of the standardization of the shipbuilding industry in Spain and Portugal, which issued the Ordenanzas of 1607 and 1613. Between 1610 and 1615 he worked on a map of Aragon, and in 1616 he worked on a system to supply water to Lisbon, a city constantly plagued by the scarcity of fresh water. In that same year he was appointed Chief Chronicler.

A friend of Cervantes and Lope de Vega, Lavanha died in 1624 after publishing many volumes, among which are a Description del Universo, written in Spanish, a Regimento Náutico, a Tratado da Arte de Navegar, a Tratado do Astrolábio, written in Portuguese, as well as a narrative of the shipwreck of the nau S. Alberto which was later included in the História Trágico-Marítima by Bernardo Gomes de Brito.

A facsimile was published in 1996 with a transcription and a translation into English.

The Treatise

It is the theoretical work of a scholar, and not the practical text of a shipwright. It deals only with one type of vessel: the four decked nau for the India Route. It is clearly more modern than Oliveira's Liuro da Fabrica das Naus, basing the construction of hulls on paper drawings. Nevertheless, Lavanha calls for the need to pre-design a central portion of the hull, although only for five frames forward and abaft the midship section. The importance of this treatise lies in its accurate description of construction techniques, and in its detailed illustrations. It is incomplete, ending abruptly in the beginning of a description of the drawing of plans. 1


Table of Contents

Construction Feature Description Page
Quilha 1 unidade = Q

nau de 4 cobertas Q = 17 ½ rumos (105 palmos de goa)

um palmo de largo e tudo o mais de palmo que puderem ter de alto, para o alefriz

de sobro, mesmo que haja um pau inteiro p/ quilha e couces, deve-se fazer com paus menores, ligados com escarvas lavadas verticais pregadas com pregos anielados

c
Boca boca máxima a meia altura da 3ª coberta

1/3 do comp. de eslora à eslora (Esloria) Þ 162/3 = 54 pg

Esloria = Q + Roda + Cadaste + lançamento da 1ª abóbada (1/3 do Gio, q. é ½ da Largura)

= 105 + 35 + 12 + (1/3 x 27) = 162 [no livro 105 + 35 + 12 = 153!]

:36
Pontal suponho que seja o pontal da face superior da quilha à face superior do convés

é calculado somando as alturas do porão e cobertas com as grossuras das madeiras

Porão = 2Q/15 = 14 pg; Cobertas = Q/15 = 7 pg; Caverna = 1pg; Madeiras = 2/3 pg

1 + 14 + 2/3 + 7 + 2/3 + 7 + 2/3 + 7 + 2/3 = 37 2/3 pg

no Livro só se desenha até à Boca máx., i.e., 34 ½ pg

:36 e 37
Roda da mesma madeira e secção que a quilha (sobro)

lança 1/3 de Q = 52 ½ pg

levanta ½ de Q = 35 pg (mais o capelo: 35 + 8 ¾ = 43 ¾ pg)

é uma arco de círculo ñ tangente à quilha

tem um capelo de altura 1/6 x Q/2 = 8 ¾ pg

também é um arco de círculo ñ tg. à Roda

:26  :35
Cadaste da mesma madeira que a quilha (sobro)

levanta 2/5 Q = 42 pg

lança 2/7 da sua altura, i.e., 2/7 x 42 = 12 pg

da largura da Quilha, se fôr de de vários paus, escarvas horizontais

o alefriz muda para for a no painel de popa

:26:35  :38 e 46
Painel de popa Gio: ½ da largura máx. Þ 54/2 = 27 pg

Delgado da popa: ½ do lançamento da Roda Þ 52 ½ / 2 = 17 ½ pg

Revesados: 2 arc.círc. inscrevendo quadrados de lado = ½ (Cadaste - Delgado) = 12 ¼ pg secções do Cadaste e Revesados: 1 pg de altura e o mais q. puderem de largura

Revesados ligados por escarvas horizontais entre os Revesados e o Cadaste põem-se as Porcas, de 1 pg de altura, com orelhas p/ pregar nos Revesados e um encaixe para pregar no cadaste (podem ser de vários paus, c/ esc. vert.)

na base do Painel ficam 2 ou 3 Porcas maciças, formando o Porquete

sobre o gio arma-se uma grade de 7 pg de altura, 27 de base e 25 de topo:

a) a base é o Gio

b) a meia altura tem a Barra, de pinho manso, de secção U c/ 1pv de lado, curva, assentando nos lados da grade a 3 pg de altura e

com 4 pg de altura a maio vão

c) entre o Gio e a Barra põem-se 8 Barrotes verticais, c/ a secção da Barra

d) o vão entre os dois Barrotes do meio chama-se Almeida

:38
41
47 a 49
Gio de três paus:

a) 1de secção U de 1 pg de lado, alargada na zona de ligação c/ o cadaste

b) 2 curvas nas pontas, fazendo os lados da grade, com escarvas dentadas verticais para o gio e escarvas lavadas horizontais para os

paus da grade

perfeitamente horizontal

a face exterior à face com o alefriz do cadaste

:47
47 e 49
Couce da Popa de um pau escolhido com cuidado

mesma largura da Quilha

ligado ao cadaste com uma escarva horizontal

Patilha 2 ou 3 pg a contar do canto dos alefrizes da Quilha e do Cadaste

:40 e 44
44
Couce da Proa de um pau inteiriço

com a mesma largura que a Quilha (mais alto- fig. 12)

ligado à roda com uma escarva vertical

:41
46
Coral do cadaste secção trapezóidal, a base da largura da quilha, o topo um pouco mais, a altura 1 ½ pg

desde a Chumaceira do Cadaste até ao 1º Enchimento Cerrado

Picas emmechadas e pregadas

:59
Coral da Roda secção trapezóidal, a base da largura da quilha, o topo um pouco mais, a altura1 ½ pg

metade do Delgado da Proa (espaço da Almogama à Roda) e toda a Roda

as escarvas desencontradas das da Quilha e Roda, mesmo se tiver de começar antes do meio do comp. do Delgado

:59
Sobrequilha não é referida
Fundo tem 5 cvs de cada lado da cv mestra (Lavanha chama-lhes Cavernas de Conta)

(para Oliveira é o espaço entre as almogamas)

:50
Cavernas mestras posição:


a) no terço da Quilha, contado do Couce da Proa

comentários:

a) o fundo recto c/ pé (o termo 'pé' na p. 62)

b) os braços e aposturas circ. c/ centros \, ñ tg

número: 1

secção: U c/ 1 palmo de goa de lado

traçado:

a) largura máx: a meia altura na 3ª coberta, 54 pg

b) base: 2/5 x da largura máxima

c) Braço: arc. círc. até à 2ª coberta, cuja largura é 52 pg

d) 1ª e 2 ª Aposturas: arc. círc. \ do Braço, ñ tg.

e) Côvados: pontos de intersecção da linha da face superior da base da cv c/ a linha da face inferior dos Braços; a intersecção é

arredondada numa extensão de 4 pg p/ cada lado

f) Pé: 2.5 dedos de vara

entremichas: de cada lado da Quilha, c/ a mesma secção, ligadas a ela

:36 a 38
56
50
50
57
Almogamas são as cv dos topos do fundo :50
Par não é referido

1Cv = 1 vão = 1 Enchimento = 1 Picas

:59
Compartida, alturas é o valor da subida total dos graminhos (Lavanha não usa o termo): 5 dedos de vara

os graminhos de popa e proa são iguais

:50
53
Graminhos, alturas pelo método da "besta" Þ sen 90º / 5 x Compartida;

a cv mestra não é numerada

:51
53
Delgado da popa dist. da almogama de popa à base do cadaste

altura: ½ do lançamento da Roda Þ 52 ½ / 2 = 17 ½ pg leva:

a) no 1º terço - Enchimentos Abertos

b) no 2º terço - Enchimentos Cerrados na 1ª metade e Picas na 2ª

c) no 3º terço - Picas

Regel: parte que leva picas: 2/3 x 2/3 Þ últimos 4/9 do Delgado da popa

entre as Picas amaciça-se com outros paus

no cadaste as Picas são inclinadas (?)

:38
58
59
59
Delgado da proa dist. da almogama de proa à roda

altura: metade do Delgado da popa, i.e., ¼ do lançamento da Roda Þ 52 ½ / 4 = 8 ¾ pg

leva:

a) nos 1os 2 terços - Enchimentos Abertos

b) no 3º terço - Enchimentos Cerrados

:58
Compartida, fundo é o mesmo que o das alturas (as Compartidas são iguais) :53-54
Graminhos, fundo é o mesmo que o das alturas (as Compartidas são iguais) :53-54
Espalhamento só nas 5 cavernas da proa

Lavanha ainda não usa este nome e diz que (marcando o graminho no braço) não é preciso Saltarelha

é o mesmo graminho

marca-se a partir da linha do côvado para cima

:54
Marcas nas cavernas:

a) eixo

b) astilhas

c) côvados

d) números

:52
53
Escarvas (rabo de minhoto) Lavanha usa a expressão

as Cavernas, Braços e 1as Aposturas ligam-se no chão com umas emmoçaduras

:47
55
Dentes Lavanha o termo

nas Cavernas, Braços e Aposturas deixam-se dentes ao nivel das cobertas

:40-41
55
Proa e Popa método gráfico:

a) desenha-se a 1ª Armadoura em perfil ® cinta de pau c/ ½ pg de lado e 4 dedos de grosso, desde o Delgado da Popa até ao da Proa, passando por todos os côvados, ficando os traços dos côvados pela face de cima da Armadoura

b) desenham-se as 1as Armadoras em planta com pontos notáveis ® Cv mestra; Almogamas; início do Couce de Proa 2/3 da largura das Almogamas; início dos Enchimentos Cerrados da Popa 2/4 da largura das Almogamas; no início das Picas 0; entre o início das Picas e o Cadaste uma linha recta

c) desenha-se a 2ª Armadoura de perfil, passando abaixo dos dentes dos braços das Cavernas de Conta 2 pg e paralela à 1ª

d) desenha-se a planta da 2ª Armadoura, que é a planta da 1ª Coberta

:57-63
Graminhos p/ 15 Cavernas
Fundo tem 15 cvs de cada lado da cv mestra (Lavanha chama-lhes Cavernas de Conta)

(para Oliveira é o espaço entre as almogamas)

:61
Caverna mestra posição:

a) não definida

comentários:

a) o fundo recto c/ pé

número: 3

secção: não definida

traçado: não definido, excepto o Pé = 1 polegada (não especificada)

entremichas: de cada lado da Quilha, c/ a mesma secção, ligadas a ela

:62
62
Almogamas são as cv dos topos do fundo :62
Compartida, alturas é o valor da subida total dos graminhos (Lavanha não usa o termo):

a) para a Popa = 3 ½ pg

b) para a Proa = a pv

:62
Graminhos,

alturas

não especifica o método, diz só que a Compartida é repartida com diminuição
Compartida, fundo as Compartidas são iguais p/ a Proa e para a Popa = 2/5 x ½ do fundo da Cvmestra :61
Graminhos, fundo diz só que a Compartida é repartida com diminuição :61
Espalhamento abrem os braços da 6ª caverna a vante e à ré

1/6 da caverna (não especifica se a 6ª ou a mestra)

Saltarelha (régua) com 9 pontos, calculados com diminuição

:62

References

1. Nautical Archaeology Digital Library

Lavanha, Livro primeiro de Architectura Naval, Fac-simile, transcription and translation into English, Lisboa: Academia de Marinha, 1996.

Domingues, Francisco Contente, "Documents on Portuguese Naval Architecture (late 16th-early 17th century). A general overview." in Alves, Francisco, ed., Proceedings of the International Symposium 'Archaeology of Medieval and Modern Ships of Iberian-Atlantic Tradition', Lisbon, September 1998. Lisbon, Portugal: IPA, 2001.

Domingues, Francisco Contente, Os navios do mar oceano, Lisbon, Centro de História dos Descobrimentos, 2004.


Further Readng

Link to NADL copy of Livro Primeiro de Arquitectura Naval (c. 1600)

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