Zorzi Trombetta da Modon, Trombetta manuscript (1441-49)

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Background

The Trombetta manuscript was written in a Venetian dialect, dated to 1441-1449, and signed by a Zorzi Trombetta from Modon in 1444. It is now in the British Museum, Cottonian manuscripts, volume Titus A.26.

Bound in a small volume with several other manuscripts, it covers several matters: music (folios 2-8), a table of contents (8v), the virtues of rosemary (9-11v), sails and rigging (12-16); astronomy (16v-19v), a letter to the pope (20-23), accounts (23v-25v and 26v), shipbuilding (27v-28v), engineering (29v-36), and again shipbuilding, sail-making and arithmetic (37-60v). 1

Comprimento


22 passos (pasa, paces) e 2 ½ pés (pie, ft.); 1 passo = 5 pés; 1 pé = 16 polegadas

29 bancos (banchi, banks)


139

Cavernas mestras


número: 4 cavernas no meio (in mezzo, amidships)

desenhadas a partir de dois eixos perpendiculares, c/ pontos coordenados - figura no manuscrito ­- meia caverna desenhada a partir dos pontos y = ½ pie, 1, 1 ½, 2, 3, 4, 5 ¼; largura máxima = 6 ½ e ½ (gc) de ¼

posição: 1 a meio do comprimento, 2 a vante e 1 à ré

na cvmestra, a altura do contradormente (zentta, clamp) até ao alcatrate (magier de bocha, wale) 1 1/3 pés


139

Almogamas


do meio até à almogama (chudiera chorba, tail frame) de proa 7 passos e 1 ½ pés = 36 ½ pés

da almogama de proa à vertical q. passa pela roda, ao nível do contradormente (i.e., do convés), 2 pés [engano: provavelmente 20 pés - ¼, tendo os algarismos sido perdidos no restauro da folha]


140

Fundo


4 cv mestras, 44 a vante e 44 à ré (chorbe 44 a proda e 44 a pope e 4 in mezzo)

distancia entre cavernas: 2 pés e 1/3 e 1/2 [deve ser um engano: isto é provavelmente a dist. entre bancos]


139

Roda


desenhada a partir de cordas tiradas perpendicularmente aos lados de um triângulo

lança: pie 10 men ½ gc ; tem de altura na impostura [seg. Andersen, ponto de intersecção dos contradormentes com o cadaste ou a roda]: pie 6 e gc

altura: 6 ¼ pés até ao contradormente (i.e., até ao convés)

lançamento, ao nível do contradormente: 9 ¾ pés

altura do contradormente até ao alcatrate 1 1/3 pés


140

Cadaste


desenhado a partir de cordas tiradas perpendicularmente aos lados de um triângulo

lança: pie 10 men ½ gc ; tem de altura no capelo: pie 8 ½

altura do Painel de Popa 8 ½ pés

lançamento: 9 ¾ pés

escarva com a Quilha levantada 1/3 pé

altura do contradormente até ao alcatrate 2 ¼ pés


140

Proa


Convés (palmetta, deck): 6 pés medidos entre o lado de fora do contradormente (impostura) e meio do vau que separa a zona dos bancos do convés (zovo, yoke), ao nível do contradormente [as vigas a vante e a ré destes vaus não se chamam vaus (latte, beams)]


140

Popa


timonera: 4 pés para o lado de for a [presumivelmente projecção (overhang) das obras mortas para for a do cadaste]

paraschene: 1 2/3 pés medidos do lado de dentro do corrimão [paraschene: presumivelmente o corrimão (rail) em volta da timonera; Anderson presume que 1 2/3 pés seja o lançamento e não a altura da borda]

Convés (palmetta, deck): 7 ½ pés medidos entre o lado de fora do cadaste (trigantto) e meio do vau que separa a zona dos bancos do convés (zovo, yoke), ao nível do contradormente

o painel de popa tem 7 pés


140

Vaus


vaus: 59, incluindo os que separam a zona dos bancos do convés (zovo, giogo e joug, yoke)

apoio do mastro no vau 20

ranhura (schaza, slot) para descer o mastro, começando no vau 20 e acabando no 26, sendo estes últimos 5 meios vaus

escotilha do carpinteiro (maragon, carpenter) começa no vau 11 (contrabraçola de ré) contando da popa

escotilha do comissário (portta di schrivani, purser's hatch) começa no vau 25 [Anderson pensa que trasto da pope é o vau à ré do mastro (em português traste é a tábua à ré do mastro, pelo menos nos rabelos, rabões e valboeiros, seg. L&L)]

a escotilha do schandoler começa (tem a contrabraçola) no vau 17 e acaba no vau 19, a contar da popa


140


141

Escoas & Cintas


a medida entre a face exterior do contradormente à bandolina é ¾ de pé.

a medida da chursia é 1/3 de pé, 1 1/6 a meia nau e 2/3 à ré, medido por dentro das 2 tábuas verticais da chursia; e 1 ½ pé medidos da convés à chursia, e o mesmo a meia nau, e 1 ½ e 2 polegadas à popa

do lado de fora da chursia ao lado de fora da escoa (chorba, stringer)

do lado de fora da chursia ao lado de dentro da banda 7 ¾ pés

do lado de fora da banda ao lado de dentro da apostis 1 ½ pés, e o mesmo à proa e à ré

se se estender um fio entre as faces de cima das 2 apostis, este passa ½ pé acima das qursie, e a maia nau 1/3 de pé, e à ré ficam de nível


141

Bancadas & Toletes


da face anterior do 1º vau (zovo, yoke) ao 1º tolete (schermo postizo, thole pin) 1 ½ pé; e do 1º ao 2º, 3 ¼ pés e 1 pol.

do tolete ao terzoruol, 1 palmo (palmo, palm)

o piania estende-se à ré mais 1 palmo que o postizo

da face posterior do último vau ao último tolete são 2 ½ e ¼ pés

altura dos pés de carneiro das bancadas (pie de i banchi, thwart stanchions): 2 pés menos 1/8

pondo uma linha entre 2 toletes, fica e o pé de carneiro exterior 1 pé menos 2 polegadas = 14 pol. Para trás desta linha e a face interior das bancadas (na zona das qursias) ¼ de pé para trás

a distancia da almogama de popa à perpendicular do painel de popa é 23 pés menos ¼

a largura do alcatrate (madier de boca, timber) é 1 palmo


142

Pregadura


quando se pregam os contradormentes deve-se deixar 2/3 livres por sobre os pregos para poder abrir os entalhes dos vaus


142

References

1. Filipe Castro 2002, ShipLab Website Nautical Archaeology Program, Texas A&M University

Further Reading

The Timbotta manuscript is available through:

Alertz, Ulrich, "The Naval Architecture and Oar Systems of Medieval and Later Galleys," in Gradiner, Robert, ed., The Age of the Galley, London: Conway Maritime Press, 1995.

Anderson, R.C., "Italian Naval Architecture about 1445," Mariner's Mirror (1925), 11:135-163.

McManamon, John, "The "Archaeology" of Fifteenth-Century Manuscripts on Shipbuilding," INA Quarterly (2001) 28.4: 17-26.

Reith, Eric, "Les illustrations d'un livre de recettes techniques d'archicteture navale du millieu du XVe siecle: le Libro de Zorzi Trombetta de Modon," in Pour une histoire du fait maritime. Sources et champ de recherche. Paris, 2001: 81-104.

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